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Confederações se unem em votação para alterar a presidência da FIFA

4 Min de leitura

A carta conjunta publicada pela Uefa (Europa), AFC (Ásia) e Concacaf (Américas do Norte, Central e Caribe) nesta segunda-feira com críticas ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, cria um bloco de oposição viável para a próxima eleição da federação internacional de futebol, prevista para março, no Marrocos.

As três entidades somam 136 votos no Congresso da Fifa, o principal órgão de decisão e que escolherá o próximo presidente. O número é mais do que suficiente para eleger alguém para a cadeira que hoje é de Infantino, mas há desertores – e o suíço conta com eles.

A Fifa tem hoje 211 associações-membros, todas com direito a voto e com o mesmo peso. Para escolher um presidente, é preciso ter a maioria simples – ou seja, 106. O voto é secreto.

Eleição da Fifa – Divisão por continente
Veja quantos votos cada confederação tem no congresso

Uefa: 55
Conmebol: 10
Concacaf: 35
CAF: 54
AFC: 46
OFC: 11


As 55 associações da Uefa parecem atuar de forma mais coesa, mas na AFC e na Concacaf já há rachaduras. O México, um dos organizadores da Copa do Mundo deste ano, tornou público apoio a Infantino. O Catar fez o mesmo, e outros países do Oriente Médio, que ganhou poder sob o comando do atual presidente, estão propensos à mesma posição. A Jordânia, cujo príncipe e presidente da federação local Ali bin Al Hussein se mostrou um crítico vocal da administração da Fifa, destoa.

A confederação asiática foi uma três das declararam apoio a Infantino quando o presidente se apresentou como candidato à reeleição em abril, mas a crise causada pelo plano de criar uma empresa aberta a capital privado que reunisse os direitos comerciais e de competições da Fifa afastou a AFC – ainda que não toda ela.

As outras duas se mantêm fieis a Infantino: a Conmebol e a CAF, a confederação africana, que somam 64 votos. A OFC, da Oceania, com seus 11 votos, ainda não indicou de qual lado está nesta disputa.

O processo eleitoral da Fifa começa em 19 de novembro, quando se encerra o prazo para a inscrição de chapas. Um candidato precisa do apoio formal de pelo menos quatro associações.

A eleição está prevista para o próximo Congresso da Fifa, em Rabat, Marrocos, em março do ano que vem. Infantino, por enquanto, é o único candidato declarado ao pleito e busca seu terceiro mandato – portanto, o último, de acordo com o estatuto da Fifa.

Um nome citado como possível rival é o do canadense Victor Montagliani, presidente da Concacaf. Ele é um dos que assinam a carta divulgada nesta segunda-feira.

O documento conjunto não cita Infantino nominalmente, nem cobra sua renúncia imediata, mas critica a forma como foi conduzido o processo, agora abandonado, de criar uma subsidiária da Fifa.

Na semana passada, a Conmebol divulgou uma nota em que critica os movimentos de opositores no que sugere ser uma tentativa de golpe – ainda que o texto use expressões mais burocráticas como “preocupação pelas reiteradas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo nem aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento deste tipo de situação”.

Segundo veículos estrangeiros, a Uefa teria tentado reunir assinaturas para convocar um Congresso Extraordinário para votar a destituição de Infantino, o que – por ora –, não se concretizou.

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