O Vitória terá que desembolsar mais do que o inicialmente determinado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em processo relacionado à partida contra o Palmeiras. Em julgamento realizado nesta quinta-feira (20), o Pleno do tribunal elevou a multa aplicada ao clube de R$ 10 mil para R$ 15 mil.
O caso teve origem na decisão da diretoria rubro-negra de cancelar as entrevistas coletivas e o atendimento à imprensa na zona mista do Barradão após a derrota por 4 a 0 para o time paulista. Na ocasião, o presidente Fábio Mota também impediu a participação do técnico Jair Ventura na entrevista pós-jogo.
A infração foi enquadrada no artigo 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punições para o descumprimento de normas estabelecidas no regulamento das competições. A 2ª Comissão Disciplinar havia fixado a penalidade em R$ 10 mil, mas o Pleno acrescentou R$ 5 mil ao valor.
Apesar da mudança na punição financeira do clube, a situação dos zagueiros Cacá e Luan Cândido não sofreu alteração. Os defensores haviam sido julgados pelas expulsões na partida contra o Palmeiras, mas os casos não foram analisados novamente nesta quinta-feira (20).
Com isso, as penalidades determinadas anteriormente para os jogadores continuam válidas e ambos seguem à disposição da comissão técnica para o Ba-Vi.
Cacá recebeu o cartão vermelho após uma falta sobre o colombiano Arias, enquanto Luan Cândido foi expulso por um gesto interpretado pela arbitragem como uma referência a um possível favorecimento.
Fábio Mota também respondeu ao processo, mas acabou absolvido pela 2ª Comissão Disciplinar. Após a partida contra o Palmeiras, o dirigente havia criticado a arbitragem, principalmente pela decisão de não expulsar o meia Maurício, e adotou como forma de protesto o cancelamento das atividades de imprensa.

