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Jair Ventura admite momento ruim, mas firma: “me sinto confortável de reverter”

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Após a dura derrota e eliminação para o Vasco da Gama na Copa do Brasil, nesta quarta-feira, 2, em pleno Barradão, Jair Ventura reconheceu a má fase da sua equipe na temporada e chegou a afirmar que este é seu “pior momento” como técnico do Leão.

Em entrevista coletiva concedida após o apito final, Jair afirmou que não deixará o cargo se não for demitido. Apesar da sequência ruim, o treinador de 47 anos disse que todos os seus trabalhos são movidos por recuperações e garantiu aceitar qualquer crítica recebida.


“Não tem jeito, a derrota de hoje se acumula com as derrotas passadas, não podem ser esquecidas. O momento é duro, o nosso pior dentro desse praticamente um ano que nós temos aqui. “Me sinto confortável de reverter [a má fase]. Não estou aqui pra esconder a nossa situação das quatro derrotas, não tinha acontecido até então, é muito ruim. A dor da nossa torcida é a nossa dor, mas enquanto o meu presidente [Fábio Mota] achar que eu devo continuar [não vou sair]. Todos os meus trabalhos são pautados em recuperações, foi assim o ano passado quando a gente chegou“, disse Jair.

Questionado se as substituições feitas foram piorando o desempenho do Vitória, Ventura assumiu: “A responsabilidade é sempre do treinador ter dado errado. A responsabilidade é minha”.

Após a saída do zagueiro Cacá, amarelado, o Vitória foi vazado poucos minutos depois. No entanto, o comandante rubro-negro indicou que boa parte das suas intervenções aconteceram por questões físicas.

“Mateus [Silva] estava fazendo uma partida muito boa. Não aguentou de câimbra. Matheuzinho tem uma pancada no joelho e ficou no sacrifício. Walace também com câimbra, pede para sair. Ramon estourou a perna e vai estar fora um grande tempo. Kayzer cansado, pede para sair e tem que ficar . De cinco substituições, três já foram por situações de lesão. Sem contar que a gente não contou hoje com Baralhas, Martínez e Caíque”, completou.

“A gente recuou o Zé Vitor, Matheuzinho veio jogar como volante porque precisávamos do gol. Aí a gente já sabe o que aconteceu, fomos pra cima, fizemos as mexidas pra buscar nossa vitória, e assim como foi lá no Rio, com mais uma jogada individual, poderíamos ter feito a falta tática, tomamos um gol muito similar ao gol de lá”, disse o técnico.

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