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STF convoca audiência para discutir proibição de apostas esportivas no Brasil

2 Min de leitura
Divulgação

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o dia 3 de novembro a audiência pública sobre os impactos da Medida Provisória 1.394/2026, que proíbe a exploração de apostas de quota fixa, conhecidas como bets, e prevê o encerramento das autorizações concedidas às empresas do setor. O encontro será realizado às 10h, na sala de sessões da Segunda Turma do STF.

A audiência foi designada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, proposta pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL). A realização do encontro foi solicitada pela própria autora da ação, pela Advocacia-Geral da União (AGU) e por amici curiae. Na ação, a ANJL contesta a medida provisória, sob o argumento de que suas disposições são inconstitucionais. Por isso, pede a suspensão imediata da norma e, ao final, a declaração de inconstitucionalidade. Também solicita que o STF reconheça a constitucionalidade das leis que regulamentam essa modalidade de aposta no país.

Participantes

A AGU propôs que o encontro reunisse diferentes perspectivas, com a participação de órgãos públicos, pesquisadores, entidades de defesa dos consumidores, representantes da sociedade civil, dos setores econômicos afetados e do mercado de apostas.

O despacho prevê a participação de 26 instituições e entidades, entre elas a ANJL, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Ministério da Fazenda e a AGU.

Também participarão representantes de clubes de futebol, como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa, além da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A lista inclui ainda o procurador-geral da República, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (ABRACRIM) e o Laboratório de Regulação Econômica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ Reg), entre outras entidades.

Fonte:Bahia Notícias Foto:Divulgação

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