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Proprietário do Feira FC é um dos alvos da Operação ‘Aposta Suja’

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Bruno Karttos, um dos proprietários do Feira Futebol Clube e da Mansão Green, é um dos alvos da Operação Aposta Suja, deflagrada nesta quinta-feira (13) contra uma organização criminosa suspeita de explorar ilegalmente o mercado de apostas online, aplicar golpes em clientes e lavar dinheiro. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 1,4 bilhão entre 2022 e 2026.

O empresário possui 329 mil seguidores em um perfil no Instagram, onde costuma publicar vídeos sobre apostas, comentários de lances de futebol e registros da vida pessoal. Na rede social, também compartilha fotos de viagens, automóveis de luxo e um jatinho.

Karttos é responsável pela estruturação operacional e pela expansão estratégica da Mansão Green, empresa especializada em gestão e monetização de influência digital. Ele não foi preso. A operação cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do empresário, que fica em um condomínio de luxo em Feira de Santana.


A operação é realizada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.

Durante a ação, foram apreendidos dinheiro em espécie, inclusive em moeda estrangeira, um tablet, um celular e dois veículos de alto padrão. Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa.

De acordo com as investigações, os suspeitos operariam diversos sites de apostas sem autorização do Ministério da Fazenda. Ainda segundo as apurações, o dinheiro depositado pelos usuários seria direcionado para empresas de fachada. Em outra frente do suposto esquema, as plataformas impediriam os clientes de sacar valores disponíveis em suas próprias contas.

A investigação aponta ainda que os recursos obtidos ilegalmente passariam por um processo de lavagem de dinheiro. O esquema envolveria a conversão dos valores em criptoativos, a pulverização dos recursos em diversas contas e remessas para o exterior. O objetivo, segundo os investigadores, seria dificultar o rastreamento do dinheiro e, posteriormente, reintroduzi-lo na economia formal.

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