O Conselho Deliberativo do São Paulo se reúne nesta sexta-feira (16) para votar o pedido de impeachment do presidente Julio Casares. O dirigente enfrenta denúncias de irregularidades administrativas e pressão política interna.
No entanto, o cenário de instabilidade no poder não é novidade no futebol brasileiro e, curiosamente, faz parte da história do próprio Tricolor Paulista.
Impeachment ou renúncia? Os caminhos de Casares
Embora o foco esteja na votação do Conselho, bastidores apontam para a possibilidade de uma renúncia antes mesmo do veredito final. Se optar por entregar o cargo, Casares não seria o primeiro: o São Paulo já registrou 10 renúncias presidenciais em sua história.
A última e mais marcante delas ocorreu em 2015, com Carlos Miguel Aidar, que deixou o posto sob fortes acusações de corrupção.
Confira a lista histórica de renúncias no São Paulo:
João Baptista da Cunha Bueno (1935)
Manoel do Carmo Mecca (1936)
Frederico Antônio Germano Menzen (1938)
Cid Mattos Vianna (1938)
Piragibe Nogueira (1940)
Paulo Machado de Carvalho (1940 e 1947)
Décio Pacheco Pedroso (1946)
Roberto Gomes Pedroza (1946)
Carlos Miguel Aidar (2015)
O fantasma do impeachment no futebol brasileiro
Caso o processo de Casares siga até o fim e resulte na sua saída, o São Paulo entrará para o grupo de clubes que depuseram seus mandatários.
Presidentes de clubes brasileiros que sofreram impeachment:
Corinthians (1972): Miguel Martínez foi deposto por 212 votos a 137, dando lugar ao retorno de Vicente Matheus.
Flamengo (2002): Edmundo Santos Silva sofreu uma derrota esmagadora (530 votos contra 26) após acusações de fraude contábil e desvio de dinheiro.
Santos (2020): José Carlos Peres foi retirado do cargo pelos sócios na Vila Belmiro por gestão temerária e irregularidades nas contas de 2019.
Corinthians (2025): Augusto Melo sofreu impeachment após virar réu em uma investigação da Polícia Civil no caso “VaideBet”.
Fonte:Band.com Foto:Divulgação

