Publicidade
Publicidade

3 décadas de história pra contar: Paulo José é a voz que inicia a caminhada do Fluminense pelo acesso

5 Min de leitura

Com 35 anos de narração esportiva e muita história no currículo, o narrador Paulo José inicia mais um pontapé de temporada para o Fluminense de Feira. Desta vez, pelo Campeonato Baiano Série B, onde o Touro recebe o Redenção, com transmissão da Rádio Sociedade News FM 102.1, pela 1° rodada, 15h no Joia da Princesa.

Paulo começou sua carreira de locutor com futebol na antiga rádio Carioca, atual Rádio Povo. Deu os primeiros passos narrando futebol amador e depois futebol feminino. “Narrei o Flamengo de Michelinho. Primeiro jogo foi Flamengo de Michelinho e uma equipe de Salvador que me não recordo no momento. Foi na Vila Olímpica dos Amadores, e de lá para cá, são mais de 35 anos” , conta.

PJ, para os amigos, fez seu primeiro jogo do Fluminense de Feira ainda no início da década de 90, contra o Itabuna; na ocasião, no estádio Luiz Viana Filho.

“Foi uma época assim, muito boa. Tenho boas recordações do Fluminense. Narrei já acesso do Fluminense[…] Quando o Fluminense foi vice-campeão da segunda divisão; já narrei rebaixamento do Fluminense também; inclusive Já fiz final de Série C entre Fluminense e Tunaluso, lá em Belém do Pará. Um jogo tumultuado e o Fluminense infelizmente perdeu o acesso para a Série B no último lance do jogo. Era um time que não dá para esquecer, um time vencedor. Para mim, um dos equipes mais competentes do Fluminense, que tinha o Zelito”, lembra Paulo, com saudades de um time inesquecível do Touro, onde ele faz questão de citar alguns jogadores: “Ronaldo, que veio do Leônico, era centro-avante, artilheiro, estava nesse jogo. Edinho Jacaré, Carlinhos Feirense, Acácio, Lelê, que veio lá do esporte jacuipense; Biro-Biro, Xodó, enfim…Era um timaço”. À época, PJ era repórter de pista nesse jogo.

Agora, saindo do passado e vindo para o presente, o narrador revela a sua expectativa com relação ao Flu de Feira: “Tem dois anos aí com o Fluminense lutando e chegando já no quadrangular, fase semifinal, e na hora H perde. Perdeu classificação para o Bahia de Feira no ano passado, no ano retrasado perdeu para o Porto e foi jogando dentro de casa. Porém esse ano eu tô mais confiante. Eu acredito que, pelo fato do Fluminense manter a base do Jequié, que foi o quinto colocado no campeonato baiano, mesmo tendo perdido o técnico que comandou essa equipe, eu acho que ele pode subir. Com o Edu pode subir”

Para quem tem o olhar de uma vida à beira do campo e nas cabines de rádio, Paulo não enxerga muitas dificuldades para o Fluminense ser bem sucedido nesta temporada: “Claro que não existe jogo fácil, o Fluminense vai começar com um duelo teoricamente fácil, jogando em feira, contra o Redenção, que teve amistoso contra o Feira FC e foi goleado. Não vejo dificuldade para o Fluminense esse ano, de fato e de direito, ascender, voltar à elite do futebol do Estado e dar orgulho à nossa cidade!”, desabafou.

E O SEGREDO PARA SEGUIR BEM APÓS TANTOS ANOS?

“Eu acho que é ser grato a Deus pelos dons e talentos que me foram concedidos. Ele dá o talento, nós só buscamos, pesquisamos e melhoramos. Quando a gente o que faz, não se torna fardo. Eu faço meu trabalho me divertindo, fazendo o que gosto”.

Por fim, PJ ainda relembra que antes de Narrar, ele já tentou uma carteira como atacante, mas que nunca passou do amador: “Narrar futebol pra mim é uma diversão; eu sou apaixonado por futebol desde criança. Fui um jogador frustrado por não ter me tornado profissional, um centroavante de muitos gols no futebol amador, porém era muito medroso, não gostava de dividir bola (risos), sou melhor fazendo futebol do que jogando…. Quando a gente faz o que ama, se torna diversão, é muito legal”, brinca PJ.

TAGGED:
Compartilhe este artigo
2 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *