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Vitória tem premiação de R$ 1,9 milhão bloqueada pela Justiça do Trabalho

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Ontem, o Vitória venceu o Glória-RS por 2 a 0 e avançou para a terceira fase da Copa do Brasil. A comemoração foi muito celebrada por aspectos esportivos, mas também financeiros, já que o clube garantiu uma premiação de R$ 1,9 milhão. O problema é que, dessa vez, o pix da CBF não chegou até os cofres do Leão.

De acordo com apuração do ge, o Vitória tem um ‘acordo global’ com a Justiça do Trabalho para quitar dívidas com funcionários. O valores deveriam ter sido pagos, mensalmente, entre janeiro e outubro de 2021, mas nenhuma parcela foi honrada no ano passado. O clube divulgou nota oficial em que explica a situação [confira no fim desta reportagem].

Ainda de acordo com a apuração, a diretoria já tinha conhecimento da dívida e tentava um novo parcelamento. Outra rodada de conversas com a Justiça do Trabalho vai acontecer nos próximos 10 dias, agora para tentar renegociar a dívida e também liberar o valor bloqueado.

O bloqueio do valor afeta diretamente o orçamento da temporada, já que o Conselho Fiscal projetou que o clube receberia os valores referentes até a participação na terceira fase da Copa do Brasil. Dentro de campo, a meta foi cumprida; resta agora a diretoria vencer também as batalhas fora das quatro linhas.

Nota oficial divulgada pelo Vitória

“O Tribunal Regional do Trabalho, através do Juízo de Conciliação da 2ª Instância, determinou à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) que bloqueie créditos do Vitória até o limite de R$2.000.000,00 (Dois Milhões de Reais) para cobrir parcelas não quitadas do Acordo Global firmado com credores trabalhistas.

O Acordo Global foi celebrado no ano de 2006 tendo como finalidade impedir a penhora de ativos financeiros do clube, tendo em vista a existência de elevadas dívidas já àquela época. Pelo acordo, o Vitória obrigou-se a fazer aportes mensais para pagamento aos credores trabalhistas, tendo sido renovado periodicamente a partir de então.

O acordo foi cumprido durante anos, mediante aportes mensais e reajustados anualmente, sendo que a partir do ano de 2021 estava previsto o reajuste das parcelas mensais para R$200.000,00. Diante do descenso do Vitória para a Série B, a gestão anterior, presidida pelo Sr. Paulo Carneiro, renegociou com o TRT a manutenção das parcelas mensais, reduzindo-as para R$100.000,00, comprometendo-se, ainda, a fazer dois aportes semestrais de R$600.000,00.

Com o agravamento da situação financeira, o Vitória deixou de pagar as parcelas mensais e, também, não pagou uma das parcelas intermediárias no valor de R$600.000,00. A dívida acumulada, acrescida da multa de 50% prevista no Acordo Global e mais juros e correção monetária, atinge o valor aproximado de R$2.000.000,00.

A dívida que gerou o bloqueio tem a sua origem em fatos ocorridos em gestões anteriores. Porém, a atual administração está empenhada em manter as contas de despesas correntes adimplidas, assim como regularizar o Acordo Global, estando em curso negociações com os advogados dos credores e o Juízo de Conciliação da 2ª Instância do TRT.

Quanto ao atual bloqueio, o Vitória esclarece que está adotando as medidas judiciais cabíveis, na tentativa de reverter a decisão do TRT”.

Fonte – Globo Esporte

Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

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