Além de confirmar o impedimento semiautomático para os jogos do segundo turno do Brasileirão, já a partir da 20ª rodada, a CBF indicou, em reunião com clubes realizada na última terça-feira (21), que novas regras devem ser implementadas a partir da 23ª rodada. A entidade foca manutenção e melhora da arbitragem no país e também apontou para medidas dentro do processo de profissionalização do quadro.
As novas regras estrearam na Copa do Mundo e foram implementadas para dar mais tempo de bola rolando aos jogos e combater a famosa “cera”. Para isso, haverá uma reunião no dia 10 de agosto com os clubes antes de oficializar a alteração, usando o tempo também para preparação dos árbitros.
Os clubes em ação em competições Conmebol, como Libertadores e Sul-Americana, no entanto, já atuarão sob as novas diretrizes. São os casos dos que disputam os playoffs da Sul-Americana e os que farão o primeiro jogo das oitavas da Libertadores, na semana antes da implementação.
Dentro disso, terão de ser aprovadas as mudanças, como: quanto a tempo máximo de cinco segundos para lateral (causando reversão) e tiro de meta (gerando escanteio para o adversário), substituição em até dez segundos (com o atleta a ingressar tendo de ficar um minuto fora) e intervenção do VAR em lances de escanteio e segundo cartão amarelo.
A Comissão de Arbitragem, agora presidida por Sandro Meira Ricci e Pericles Bassols como vice, deseja aperfeiçoar principalmente o quadro dos 72 profissionais de arbitragem com contrato profissional assinado em abril. A reunião, vale destacar, ainda contou com os diretores de arbitragem Netto Góes e Davi Feques.
Os treinamentos para as novas diretrizes serão constantes, assim como a reformulação para suporte aos árbitros. Agora, a CBF estará acompanhando os profissionais com uma nova gerência de saúde e performance para apoio além das quatro linhas.
Desde o início do ano, a entidade fez investimento de R$ 7 milhões em remunerações para arbitragem PRO, R$ 3,5 milhões em treinamentos e R$ 100 mil em auxílio saúde. O passo é encarado como fundamental para que o futebol brasileiro tenha uma arbitragem melhor nos próximos anos.
A Confederação Brasileira de Futebol ainda enxerga que o cenário atual do quadro de arbitragem indica urgência pela formação de novos membros. Este foi o ponto de partida para diálogo com federações dos estados para indicações de árbitros em destaque

