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Feira dá adeus ao irreverente ponteiro canhoto Biribinha

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O esporte feirense está de luto pelo falecimento de Gilmar Luís de Santana, o Biribinha, 71 anos, ocorrido na madrugada de hoje em sua residência no bairro Rua Nova. Ele foi um dos expoentes na área esportiva, levando o nome da cidade como jogador de futebol, para o Brasil e para o mundo.
Natural de Recife/PE, Biribinha chegou a Feira de Santana com pouco mais de um ano de idade, acompanhando os pais, Manoel Luiz de Santana, conhecido como Decadela, e Filomena Felix Santana. Criado na cidade, construiu forte vínculo com o município, onde passou a ser considerado um verdadeiro patrimônio esportivo. Ponta-esquerda, tinha a habilidade e a velocidade como suas principais características, que eram bem parecidas com as de Biriba, ponta esquerda que marcou época no Bahia nos anos 60. Daí a razão do apelido que ganhou na juventude e carregou por toda a vida: Biribinha.


Ainda jovem, passou pelas categorias de base de grandes clubes do país e viveu um dos períodos mais marcantes da carreira no Vasco da Gama. Em São Januário, integrou uma geração histórica e foi tricampeão carioca juvenil entre 1972 e 1974, atuando ao lado de Roberto Dinamite e outros nomes que mais tarde se consolidariam no cenário nacional. O talento em campo, no entanto, contrastava com um perfil indisciplinado e avesso às amarras do futebol profissional, o que acabou abreviando sua permanência no clube.


De volta à Bahia, Biribinha defendeu o Fluminense de Feira, onde voltou a encantar o público com atuações memoráveis. Em amistosos e partidas de destaque, reafirmou a fama de driblador imprevisível, despertando interesse de grandes clubes do eixo Rio-São Paulo. Algumas oportunidades, porém, não se concretizaram, resultado de escolhas pessoais e de um modo de vida que sempre priorizou a liberdade em detrimento da estabilidade financeira.
A carreira seguiu por caminhos pouco convencionais. Biribinha viveu um período afastado do futebol profissional ao se integrar ao convívio do grupo Novos Baianos, relação que extrapolou o esporte e o aproximou da música e da contracultura. A amizade com Pepeu Gomes rendeu a homenagem eternizada na canção “Biribinha nos States”, símbolo de uma trajetória marcada pela autenticidade.
No exterior, atuou por clubes dos Estados Unidos, México e Chile, onde encerrou a carreira como jogador e ainda ensaiou os primeiros passos como treinador. Mesmo após graves problemas de saúde, agravados pelo diabetes, e amputações nos membros inferiores, manteve o espírito leve, o humor afiado e a filosofia de vida desapegada que sempre o caracterizaram.

A última homenagem que Biribinha recebeu em vida foi no começo do mês passado, através da Liga Feirense de Desportos (LFD), na final do Campeonato Feirense de Amadores entre Vasco e Mecânico. O velório acontece no Centro de Velório Gilson Macedo, com sepultamento no Cemitério Jardim das Flores.

Fonte-Secom/PMFS

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