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Bahia posta mensagem de apoio a Lula em canal oficial; entenda o caso

3 Min de leitura

Uma mensagem de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contra Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), foi publicada no status do canal oficial do Bahia no WhatsApp, na noite desta segunda-feira (12).

O Bahia afirma que a postagem não representava um posicionamento institucional do Tricolor e foi publicado por engano nos meios oficiais do Esquadrão por um funcionário do clube.

A publicação foi apagada após permanecer no ar por pouco mais de três horas. Uma captura de tela que circula nas redes sociais mostra o nome Esporte Clube Bahia acompanhado do selo de verificação da plataforma; confira abaixo:

A imagem faz referência a uma acusação de violência sexual contra uma criança, dirigida a Gaspar, identificado na peça como “o vice do Flávio”. O pedido de investigação sobre o caso foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 6 de outubro. O candidato nega a acusação.

A postagem questiona a escolha de Gaspar para a chapa e termina com a frase: “Em defesa das crianças, Lula 13.”

“A publicação de conteúdo político-partidário veiculada no perfil oficial do Clube em 12/10/2026 decorreu de um equívoco operacional. O funcionário responsável pela gestão das redes sociais administrava, no mesmo aparelho, as contas oficiais do clube e sua conta pessoal, e, ao publicar o conteúdo, selecionou indevidamente o perfil oficial do Bahia”, escreveu o clube.


“A publicação permaneceu disponível por poucos minutos e foi removida assim que o equívoco foi identificado. O Clube esclarece que o conteúdo não representa seu posicionamento institucional, reafirma seu caráter apartidário e reforça seu compromisso com uma comunicação independente de manifestações político-partidárias”, finalizou.

O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO ELEITORAL?

A veiculação de conteúdo eleitoral em um canal institucional pode ser analisada pela Justiça Eleitoral. O artigo 57-C da Lei das Eleições proíbe a divulgação de propaganda eleitoral na internet em páginas de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, mesmo gratuitamente.

Caso seja reconhecida a prática de propaganda eleitoral irregular e estabelecida a responsabilidade pela divulgação, a legislação prevê multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil. A aplicação de eventual penalidade depende da análise das circunstâncias e de decisão judicial.

SOBRE O CASO ALFREDO GASPAR:

Alfredo Gaspar foi acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos. A acusação foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke, que afirmaram ter recebido relatos sobre o suposto crime e uma possível gravidez decorrente dele. Gaspar nega a acusação. Em 6 de outubro, o ministro Gilmar Mendes, do STF, arquivou o pedido de investigação a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou falta de provas e contradições nos depoimentos

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