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A F1 vai começar! Veja no que ficar de olho em uma temporada repleta de novidades

11 Min de leitura


Depois de três meses de espera, a F1 está de volta. A categoria promete revolucionar as corridas a partir desta temporada, com um novo regulamento técnico, que mudará tanto os carros quanto os motores. Mas, essas não serão as únicas novidades que o público poderá acompanhar já a partir do GP da Austrália, no próximo domingo (8).

Novos carros e novos motores

O grande chamariz da temporada é o novo regulamento técnico da categoria. A promessa da F1 é de uma verdadeira revolução: desde a adoção de novidades como a aerodinâmica ativa, que substitui o antigo DRS (sistema de redução de arrasto), até a criação de um sistema de recuperação de energia que vai demandar técnicas especiais de pilotagem, dos modos de ataque e de potência extra.

As unidades de potência agora serão mais elétricas do que antes e serão alimentadas por combustíveis 100% sustentáveis. O MGU-H, que recuperava energia térmica, deixou de existir. Agora há apenas o MGU-K, que reaproveita a energia gerada pelas frenagens e alimenta a bateria do carro com elas.

Novas adições ao grid

Pela primeira vez em uma década, a F1 voltará a ter 11 carros no grid. Isso é graças à chegada da Cadillac, tradicional montadora americana que fará sua estreia na elite do automobilismo na Europa. O time será representado nas pistas pelos veteranos Valtteri Bottas e Sergio Pérez, ambos com longas passagens pela Fórmula 1. A dupla, porém, sofreu com muitos problemas ao longo da pré-temporada.

Cadillac fará estreia na Fórmula 1 em 2026 — Foto: Divulgação/Cadillac

Cadillac fará estreia na Fórmula 1 em 2026 — Foto: Divulgação/Cadillac

Outra novidade entre os construtores é a Audi. A montadora alemã assumiu as operações da Sauber e chega à F1 com motor próprio. Nas pistas, seu carro vai ser guiado pelo brasileiro Gabriel Bortoleto e o experiente Nico Hulkenberg – ou seja, mantendo a dupla que já havia representado a Sauber em 2025.

Único calouro na pista

Um ano de tantas mudanças técnicas exigiu movimentos mais conservadores por parte das equipes. Por isso, a maioria preferiu seguir com os mesmos pilotos da temporada anterior, visando estabilidade – exceto pela Racing Bulls. A equipe promoveu Isack Hadjar à irmã Red Bull, após a dispensa de Yuki Tsunoda ao fim de 2025. Por isso, convocou o jovem Arvid Lindbad da Fórmula 2.

Arvid Lindblad nos testes de pré-temporada da F1 2026, no Bahrein — Foto: Bradley Collyer/PA Images via Getty Images

Arvid Lindblad nos testes de pré-temporada da F1 2026, no Bahrein — Foto: Bradley Collyer/PA Images via Getty Images

Ainda aos 17, o adolescente conseguiu autorização para obter o documento exigido para guiar na F1 – a superlicença. Com isso, teve caminho aberto para debutar na categoria, com três vitórias no currículo da F2. Lindblad é inglês, de ascendência sueca e indiana; mais jovem piloto do grid, nasceu em 8 de agosto de 2007, quando Lewis Hamilton já tinha três vitórias e Fernando Alonso era bicampeão.

Mudanças no calendário

Com a saída do GP da Emilia-Romagna, a F1 abriu espaço no Mundial para a estreia do Circuito Madring como nova sede do GP da Espanha. A pista de rua na capital espanhola ainda está sob construção, mas a expectativa é que a prova seja realizada entre os dias 11 e 13 de setembro, após o GP da Itália no Autódromo de Monza.

Carlos Sainz guia Williams em Circuito Madring, palco do GP da Espanha de F1 a partir de 2026 — Foto: Divulgação

Carlos Sainz guia Williams em Circuito Madring, palco do GP da Espanha de F1 a partir de 2026 — Foto: Divulgação

O Circuito de Barcelona-Catalunha segue no grid, mas agora, como palco do GP de Barcelona. Outra mudança em 2026 é que a Austrália volta a sediar a abertura de um Mundial da F1, feito que não realizava desde 2019 – em 2020, a etapa no Circuito Albert Park em Melbourne foi escalada para abrir a temporada, mas acabou sendo cancelada devido à pandemia do coronavírus.

Novas sedes das sprints

As corridas sprints – provas curtas que concedem pontos extras na F1 – seguem confirmadas por mais uma temporada. Mas, as sedes de 2026 serão bem diferentes: GP da China (13 a 15/03); GP de Miami (1 a 3/05); GP do Canadá (22 a 24/05); GP da Inglaterra (3 a 5/07); GP da Holanda (21 a 23/08) e GP de Singapura (9 a 11/10).

O GP de São Paulo, sucesso absoluto do formato, ficou fora; isso significa que a etapa no Autódromo de Interlagos, no Brasil, terá apenas os três treinos livres, a classificação e a corrida.

Verde e amarelo nas pistas

Correndo com a Sauber 2025, Gabriel Bortoleto findou um jejum de oito anos sem pilotos do Brasil na F1 e encerrou sua estreia no Mundial com 19 pontos. Nesta temporada, o jovem de 21 anos retorna, agora com a reformulada Audi, rumo ao seu segundo ano na categoria.

Embora a nova equipe enfrente desafios típicos de uma transição no esporte, a Audi conta com um aporte financeiro e tecnológico que devem proporcionar o terreno necessário para o desenvolvimento à médio e longo prazo.

Além do fundo do Catar ter adquirido ações do time em acordos avaliados em 350 milhões de dólares (cerca de R$ 1,8 bilhão), a Audi tem a expertise advinda de sua divisão automotiva sediada em Ingolstadt, na Alemanha, e da experiência na Fórmula E, na DTM e nas 24h de Le Mans.

De olho no campeão

No ano passado, a McLaren fez de Lando Norris seu primeiro piloto campeão em 17 anos. O inglês de 26 anos lutou contra o tetracampeão Max Verstappen e o colega Oscar Piastri pelo título, recuperando-se mesmo após um período de baixa no Mundial.

Lando Norris na pré-temporada da F1 2026, no Circuito de Sakhir, no Bahrein — Foto: Ahmad AlShehab/NurPhoto via Getty Images

Lando Norris na pré-temporada da F1 2026, no Circuito de Sakhir, no Bahrein — Foto: Ahmad AlShehab/NurPhoto via Getty Images

O resultado de 2025 deu seguimento à súbita evolução apresentada pela equipe no ano de 2024. Porém, com a chegada de novas regras em 2026, fica a dúvida: será possível a McLaren e Lando, agora como o homem a ser batido na F1, repetir o feito mais uma vez?

Nos testes de pré-temporada realizados no Bahrein, ficou difícil tirar conclusões muito estabelecidas sobre o projeto de 2026 da McLaren; Norris chegou a liderar o primeiro dia de atividades no Circuito de Sakhir e demonstrou bom ritmo, no geral. Mas, a equipe inglesa acabou eclipsada pelas rivais Ferrari e Mercedes, além de ter lidado com alguns problemas mecânicos no decorrer das duas semanas.

Multicampeões sob os holofotes

O grid de 2026 conta com três multicampeões em momentos distintos. Lewis Hamilton, hepta, parece estar se encaminhando para um segundo ano com a Ferrari bem mais positivo que a estreia em 2025 – sem vitórias.

Ele, seu colega Charles Leclerc e o chefe Frederic Vasseur vêm demonstrando otimismo ao avaliarem o projeto do time para este ano; Leclerc, por sinal, anotou a melhor volta de toda a pré-temporada no Bahrein, além do time ter finalizado os testes praticamente sem nenhum problema de confiabilidade

Lewis Hamilton, piloto da Ferrari, durante a pré-temporada da F1 2026 — Foto: Hamad I Mohammed/Reuters

Lewis Hamilton, piloto da Ferrari, durante a pré-temporada da F1 2026 — Foto: Hamad I Mohammed/Reuters

Max Verstappen, assim como Hamilton, não gostou nadinha da mudança nos carros da F1. O tetracampeão acabou 2025 como vice de Norris e, neste ano, vai ter que se adaptar ao novo motor Ford de sua Red Bull.

O holandês havia dado sinal de que o projeto ia bem, mas o time acabou tendo problemas com a unidade de potência e outras questões de ordem mecânica – Isack Hadjar, por exemplo, deu só 125 voltas nos seis dias de atividades e chegou a se queixar do fato durante o período. Resta saber se os problemas, caso existam, chegarão a alcançar a garagem tetracampeã.

Alonso tem problemas no carro e abandona testes na pré-temporada da Fórmula 1

Quem definitivamente deve ter dificuldades é Fernando Alonso, com a Aston Martin. O bicampeão chegou a sofrer com uma pane no motor da nova parceira, a Honda, durante a pré-temporada. O time sofreu com diversos problemas no decorrer das sessões e foi embora mais cedo do Bahrein por causa disso – com apenas 128 voltas ao longo dos seis dias de testes, a menor quilometragem entre as 11.

Quem sai na frente?

Rumores apontam que a Mercedes acertou no conjunto – motor e carro – para 2026. A equipe completou 500 voltas no shakedown de Barcelona, na Espanha, no fim de janeiro; nos testes do Bahrein, mesmo com um problema no motor que tirou o W17 da pista, o time chegou a liderar três dos seis dias de testes.

Kimi Antonelli no último dia de testes da F1 no Bahrein — Foto: Hamad I Mohammed/Reuters

Kimi Antonelli no último dia de testes da F1 no Bahrein — Foto: Hamad I Mohammed/Reuters

O time tem minimizado os elogios das equipes rivais, dando a entender que está “escondendo” o jogo. Mas, registrou a segunda melhor volta de todas as duas semanas de atividades com Andrea Kimi Antonelli, e ainda completou a maior quilometragem dentre as 11 equipes: um total de 432 voltas percorridas por Antonelli e George Russell.

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