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Crônica: Possibilidade suscita a incerteza no futebol feirense

3 Min de leitura

Por Cristiano Alves

No começo desta semana, com a confirmação do contrato de arrendamento da Arena Cajueiro por parte do Feira FC, um aspecto chamou a atenção: a possibilidade da compra do equipamento por parte da nova agremiação da cidade. Arrojamento à parte, esta possibilidade levanta um questionamento: qual será o futuro do Bahia de Feira? O time que ganhou a 2ª divisão no ano passado, este ano sequer conseguiu se manter na elite estadual, abrindo a possibilidade, de repente, da cidade ficar sem time na Série A do ano que vem, caso Fluminense e o Feira FC fracassem na disputa da Série B que começará em maio.

O que aconteceu para que o Tremendão caísse não vem mais ao caso, porém a questão é justamente o que pode acontecer. Independentemente do desfecho, justiça seja feita: o Bahia de Feira levantou quatro títulos, obteve várias participações na Série D nacional, na Copa do Brasil encarando grandes forças como São Paulo e Corinthians, que em ambas oportunidades lotaram o Estádio Joia da Princesa, mostrando a pujança da torcida feirense, independente de qual time esteja em campo.
É lógico que os dirigentes não se pronunciaram oficialmente sobre o futuro do Bahia de Feira, mas mesmo que não seja o contexto, a possibilidade de uma negociação do equipamento suscita a incerteza sobre o futuro do time. Que o intervalo de agora, na verdade seja breve, pois o que foi demonstrado nos últimos anos, deixa claro que a proposta dos dirigentes em relação ao Tremendão é interessante e precisa prosseguir. Fazer futebol, ainda mais no interior da Bahia, é algo desafiador, que exige a todo tempo ações para que os projetos continuem vivos.

É na verdade uma grande equação, não só para o Bahia de Feira, mas para os demais times do interior resolverem: como se manter com um calendário “engarguelado”, com um projeto que vai além de uma competição? É uma solução difícil, pois os clubes de futebol sozinhos com seus projetos nem sempre podem resolver. De fato, o futuro do Bahia de Feira, no momento é incerto, porém fica a torcida para que o projeto prossiga, pois é preciso acabar com a ideia de que a cidade não pode ter mais de um time.

O sol nasce para todos e no futebol há sempre espaço para os bons projetos, projetos concretos em termos de resultados. Que na hora de tomarem uma decisão, os dirigentes levem em consideração o que foi feito de bom e o que se pode mudar para que este projeto prossiga fortalecendo cada vez mais o futebol profissional em Feira de Santana.

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