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Ceticismo não é pessimismo

5 Min de leitura

Por Cristiano Alves

Os times feirenses se preparam para a 2ª divisão do Campeonato Baiano e sinceramente, nada do que tem sido feito até o momento está empolgando. Mudam-se os cabeças, mas as ideias e principalmente as ações, permanecem as mesmas, o que fatalmente abre espaço para as posições céticas e pragmáticas em relação às possibilidades de sucesso dentro da competição que se avizinha.
O ceticismo vem justamente da forma como as coisas estão sendo conduzidas dentro de cada agremiação, pois as convicções de condução, que outrora não funcionaram seguem sem praticamente nenhuma alteração. Até mesmo a nova equipe repete algumas situações que falharam no passado recente reforçando a dúvida e a desconfiança de quem milita no futebol há muitos anos, que já ouviu discursos que se esvaziaram ao longo do tempo, ou que já assistiu a este mesmo filme várias vezes e o que mudou foram apenas os personagens, mas o conteúdo é o mesmo. Onde está a novidade?
O Feira Futebol Clube chega coma postura agressiva em termos de marketing, principalmente focando no engajamento na das redes socais, ao trazer nomes como Lucaneta e Thiago Galhardo para compor o elenco. No entanto, ao se buscar informações sobre a formação restante do plantel, nota-se que jogares como Ronan, Eduardo e Cazumbá que integraram o Bahia de Feira – que ganhou a Série B do ano passado e este ano foi rebaixado – também fazem parte do clube novo. Fora os dois figurões, até o momento, o plantel não traz nada de novo, repetindo fórmulas rasas que não deram certo a longo prazo.
Como dizer então que o projeto é novo, com caras velhas? O pior de tudo é que o clube repete uma fórmula onde dois ou três ficam à frente, tomam as decisões e não se tem um executivo de futebol. Qual foi o critério utilizado para se contratar? Quem é o responsável pelas contratações? É o presidente ou o patrono? São questionamentos que ficam ai no ar e independente das respostas, nos levam a posição de ceticismo.
Não existe verdade absoluta, mas as ideias e principalmente as ações são claros indícios de que o clube é novo, porém com ideias conservadoras e que em termos práticos aumenta a dúvida sobre o futuro time.
O Fluminense por sua vez, este ano mudou a estratégia: conseguiu montar um time que no primeiro momento foi Jequié no Campeonato Baiano da Série A e para variar ficou no quase, a exemplo do que aconteceu em 2024 e 2025, quando o Touro se classificou para a fase decisiva, mas na “hora H” ficou no meio do caminho e assim já se vão seis anos na 2ª divisão. Agora, representando o Jequié, o time quase classificou para a fase semifinal do Baiano, ficou na quinta posição e o presidente da SAF avaliou positivamente, pois o time ganhou vagas na Série D e Copa do Brasil.
Partindo deste pressuposto, o que resta é aguardar as avaliações que estão sendo feitas e o que se poderá tirar de conclusão, principalmente em termos de retoques na equipe com a chegada de reforços, que são necessários. Não é algo ainda que empolgue, mas o benefício que se tem é o de aguardar e torcer sem maiores ilusões, pois da maneira que as coisas estão sendo administradas, que a manutenção de convicções conservadoras, não há muito mais do que se fazer.
Ceticismo não precipitação e muito menos pessimismo, mas sim a dúvida e principalmente a busca por respostas à questionamentos imputados diante de ações que se repetem de maneira sucessiva e que na prática em nada acresceram ao futebol feirense em termos de mudanças no sentido de que ele volte a ser competitivo e pujante, como aconteceu no passado. Vamos torcer!

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos

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