O Superior Tribunal de Justiça Desportiva denunciou o técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, em dois processos por expulsão no Campeonato Brasileiro.
Ele está citado em ambos no Artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que consiste em “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras” do Código e prevê suspensão de uma a seis partidas.
A pena de suspensão pode ser substituída pela advertência se a infração for de pequena gravidade.
A primeira denúncia se refere a Palmeiras x Fluminense, em 25 de fevereiro, pelo Brasileiro. Ele responde pelo Artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
Na ocasião, Abel recebeu cartão vermelho direto ao término da partida por, segundo o árbitro Felipe Fernandes de Lima, “se dirigir a assistente Fernanda Gomes Antunes e ao 4º árbitro Luis Tisne de forma ríspida, grosseira e gesticulando com os braços e batendo palmas de forma irônica e proferindo as seguintes palavras de forma acintosa: “vocé é cega não viu que o lateral era para nosso time c…, vocês nunca veem nada p…”.
O árbitro relata ainda que após a expulsão Abel teve que ser contido por integrantes da equipe para deixar o campo. O Palmeiras contesta essa versão.
Logo após a partida, ainda antes de sair o relato da arbitragem, Abel se pronunciou sobre o caso.
– O quarto árbitro deve ter ficado melindrado porque o arremesso lateral era nosso e quem me expulsou foi o quarto árbitro.
No dia seguinte, o Palmeiras divulgou imagens gravadas pela análise de desempenho para contestar o relato da arbitragem. Refutou haver discussão do treinador com auxiliar Fernanda Gomes Antunes, as “palmas irônicas” e que ele tenha sido “contido por integrantes da sua equipe”.
A segunda denúncia corresponde ao Choque-Rei entre São Paulo e Palmeiras, com Abel citado pelo Artigo 258 inciso 2º, II do CBJD. Neste caso, o próprio clube também está denunciado, no Artigo 206.
Na ocasião, o técnico terminou expulso aos 33 minutos do segundo tempo por “reclamar de forma insistente com gestos e palavras contra as decisões da arbitragem”, segundo relatou o árbitro Anderson Daronco na súmula, acrescentando que “após a expulsão, o mesmo me ofendeu com as seguintes palavras: seu cagão” e que chutou a bola em sinal de protesto.
Abel não participou da entrevista coletiva no dia porque, antes mesmo da expulsão, havia acordado com o clube que viajaria para ver a família em Portugal. Ele cumpriu suspensão automática contra o Grêmio na rodada seguinte.
Fonte:GE Foto:Marcos Ribolli

