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Comitê Olímpico Internacional bane atletas trans das Olimpíadas

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O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta uma nova política para atletas transgênero: mulheres trans estão proibidas de competir na categoria feminina nas Olimpíadas.

A medida era esperada, após a circulação, na mídia, de que o COI iria implementar testes genéticos de sexo para atletas mulheres. Em declaração conjunta, assinada por mais de 80 entidades, movimentos apontaram que a decisão do comitê representa um retrocesso na equidade de gênero no esporte.

No anúncio oficial, o COI afirmou que a política começa a valer a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em julho de 2028, e justificou a medida alegando que a decisão “protege a justiça, a segurança e a integridade na categoria feminina”.

O teste em questão, que será aplicado pelo COI e é amplamente defendido por federações como a World Athletics, avalia o gene SRY, que identifica a presença do cromossomo Y. Como o gene SRY está localizado nesse cromossomo, ele funciona como um indicador de sexo biológico masculino.

A comunidade científica, no entanto, não apoia essa concepção, considerada extremamente simplista, além de ignorar a diferença entre sexo biológico e gênero. Além disso, nem as federações às quais o COI delega a regulamentação nem o próprio comitê sabem precisar quantas atletas trans de alto nível estão, de fato, competindo em eventos oficiais.

A discussão sobre a participação de atletas trans em competições de alto nível ainda é incipiente em todo o mundo, mas tem sido, sobretudo, motivada por movimentos contrários aos direitos da população LGBTQIAPN+.

A atual presidente do COI, Kirsty Coventry, foi uma das principais defensoras da medida, que considera necessária para “proteger a categoria feminina”.

Esse entendimento, porém, não é novo. Ele já vinha sendo aplicado desde as Olimpíadas de Paris, em 2024, quando três modalidades — atletismo, natação e ciclismo — aprovaram regras próprias de exclusão de mulheres trans que já haviam passado pela puberdade masculina. Agora, com a decisão do COI, essas regras passam a valer em todas as modalidades de alto nível.

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