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Investimento de oito dígitos e metas ambiciosas: Conheça o Projeto do Feira F.C

9 Min de leitura

Foto – ASCOM/ FFC


Na mesma coletiva em que apresentou o atacante Thiago Galhardo, o Feira Futebol Clube expôs o desenho institucional e esportivo do novo projeto que pretende disputar a Segunda Divisão do Campeonato Baiano em 2026, buscar o acesso à Série A do Campeonato Baiano ainda nesta temporada e estruturar a base a partir de 2027.

A coletiva marcou a primeira exposição detalhada das metas, do modelo de gestão e da narrativa pública que o clube pretende consolidar. Ao longo das falas, dirigentes e investidor enfatizaram três eixos centrais: planejamento de médio e longo prazo, aposta em inovação de marketing e entretenimento e forte identificação com Feira de Santana, onde o grupo afirma querer representar esportiva e simbolicamente. A direção sustentou que o clube não nasce para ser apenas mais uma agremiação do interior, mas para disputar espaço de forma agressiva, com metas de crescimento acelerado e forte presença digital.

Durante a coletiva, Neto Lima afirmou que o clube trabalha com uma previsão de investimento total entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões em até três anos, período em que o grupo pretende consolidar a operação e dar escala ao projeto. Em sua exposição, o empresário sustentou que o Feira FC foi concebido como um projeto de investimento de ciclo longo, com fase inicial de forte aporte e sem expectativa de retorno imediato.

Segundo ele, o desenho financeiro parte de uma lógica empresarial aplicada ao futebol: primeiro, investimento intensivo em estrutura, elenco, operação e construção de marca; depois, busca por equilíbrio econômico e geração de valor. A direção ressaltou que o clube não pretende operar alavancado por dívidas e que os recursos iniciais são próprios, com apoio complementar de patrocinadores e parceiros comerciais.

O presidente Marcus Rios reforçou que o projeto não está centrado em retorno financeiro imediato. Segundo ele, a prioridade nesta etapa é investir, estruturar o clube e torná-lo competitivo. Nessa linha, a direção informou que pretende praticar preços acessíveis para ingressos e camisas, com o objetivo de ocupar o estádio, ampliar adesão popular e consolidar presença local antes de explorar receitas de forma mais agressiva. “Não é a hora de retorno ainda, só investimento”, disse o dirigente.

Acesso em 2026 é tratado como meta esportiva imediata
A direção do clube deixou claro que o objetivo esportivo inicial é disputar a Série B do Campeonato Baiano de 2026 com foco no acesso à elite estadual. Ao tratar do cronograma do projeto, os dirigentes reforçaram que a meta de curto prazo é subir já na primeira tentativa, e que o clube não se sustentará caso não consiga seus objetivos em dois anos.

A contratação de Thiago Galhardo foi tratada como movimento estratégico de posicionamento
A contratação de Thiago Galhardo foi descrita pelos dirigentes como uma decisão cuidadosamente planejada para mudar o patamar de visibilidade do clube já no nascimento. Neto Lima afirmou que a chegada do atacante serviu como uma espécie de selo de credibilidade, tanto para o mercado quanto para outros atletas em negociação. Na avaliação do investidor, trazer um nome de circulação nacional, com passagem por grandes clubes e histórico recente de alta exposição, ajuda a encurtar etapas de afirmação institucional.

O jogador também disse que pretende contribuir fora das quatro linhas. Nas respostas, destacou que sua presença já gera repercussão nacional, atrai atenção da mídia e influencia outros atletas. Galhardo relatou ainda a intenção de ajudar na integração do elenco, inclusive com ações de convivência fora do ambiente de treino, como forma de fortalecer o grupo e produzir reflexo em campo.

Em outro momento, o atacante afirmou que o projeto apresentado a ele foi decisivo para sua volta ao futebol. Segundo sua narrativa, havia desconfiança inicial, em razão de experiências anteriores e do ambiente frequentemente instável do futebol brasileiro. A mudança ocorreu após contato direto com o investidor e visita às instalações e à empresa ligada ao grupo, o que o levou a considerar que se tratava de uma proposta séria e executável.

Ao ser questionada sobre a construção de identidade com a torcida, a direção do Feira FC apresentou uma estratégia baseada em três frentes principais. A primeira é a identificação direta com Feira de Santana, tanto pelo nome do clube quanto por referências simbólicas no escudo e nas cores. A segunda é a tentativa de conquistar um público nacional por meio da internet, usando redes sociais, linguagem de entretenimento e anúncios de grande repercussão. A terceira é a aposta em atrair crianças, adolescentes e famílias, oferecendo experiência de estádio para além da partida.

Essa formulação ajuda a entender por que o marketing foi elevado ao centro do discurso institucional desde o primeiro dia. A direção mencionou crescimento rápido nas redes sociais e repercussão em grandes portais esportivos como evidência de que a estratégia de comunicação tem funcionado. Mais do que divulgação, o clube tenta construir uma percepção de novidade, ousadia e ruptura com modelos tradicionais de gestão do futebol do interior.

As falas deixaram claro que a direção enxerga a base para além de uma simples fábrica de jogadores ou fonte de receitas futuras. O argumento central foi o de que a formação de jovens implica responsabilidade técnica, social e educacional. Por isso, segundo os dirigentes, o clube só pretende avançar quando puder oferecer suporte adequado, com profissionais de áreas como nutrição, pedagogia e acompanhamento humano, evitando transformar a promessa esportiva em mecanismo de frustração ou negligência.Marcus Rios sinalizou esse horizonte ao afirmar que “acredito que ano que vem a gente já inicia o processo de certificação de clube formador”. Considerando que a coletiva tratou da temporada de 2026 como marco da estreia competitiva do projeto profissional, o cronograma apresentado aponta para a organização efetiva da base em 2027, depois do esforço concentrado para estruturação do elenco principal e busca do acesso estadual.

Os dirigentes argumentaram que o projeto não deve ser visto apenas como um empreendimento esportivo privado, mas como uma iniciativa com potencial de irradiar visibilidade para a cidade, fortalecer o comércio local, movimentar rede hoteleira, gerar pauta jornalística e ampliar a circulação do nome do município em veículos nacionais.sse tipo de formulação apareceu conectado à insistência de Neto Lima em afirmar que o grupo escolheu permanecer em Feira de Santana e erguer o projeto a partir da cidade, mesmo tendo outros negócios e capacidade de operação em centros maiores. A construção simbólica é nítida: o clube se apresenta como expressão de orgulho local e como plataforma de projeção externa de Feira.

Nesse sentido, a direção tenta ocupar um espaço que vai além do campo. O discurso é o de que a cidade teria porte econômico, população, influência regional e densidade social suficientes para sustentar um projeto esportivo mais ambicioso. Ao mesmo tempo, a operação de comunicação procura converter esse argumento em ativo político-cultural, convidando a população a aderir ao clube desde sua origem.Ambição alta, cronograma curto e teste de credibilidade

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