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Com 50 mil praticantes, aproximadamente, ciclismo se tornou uma “febre” em Feira

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Seja pela manhã, logo cedo, no final da tarde, durante a noite ou mesmo nos finais de semana já se tornou comum o fato de ciclistas, sozinhos ou mesmo em grupos serem vistos pedalando em várias avenidas de Feira de Santana. A modalidade esportiva já é uma “febre” na cidade e cada vez mais ganha adeptos e movimenta uma economia especifica, mesmo em meio a muitas dificuldades que existem ainda para se praticar o esporte na cidade. É o que mostra a segunda reportagem do quadro “Feira de Santana – suas revelações e suas histórias”

Fazendo uso da atividade rítmica e cíclica, essa modalidade esportiva é bastante completa e ideal para o desenvolvimento dos sistemas de energia aeróbico e anaeróbico, a depender da intensidade e da duração. Pessoas de diferentes condições sociais acabam se encontrando nas pedaladas e a prática, que em principio seria uma “válvula de escape” para ajudar a vencer comorbidades, se torna uma paixão para muita gente. É o caso do economista Eli Matos, que no passado chegou a pesar 120 quilos e superou as dificuldades pedalando. Hoje, ele é organizador de eventos ciclísticos na cidade como a Volta de Capanema e além disso participa do Grupo de Trabalho do Esporte na Secretaria de Cultura Esporte e Lazer e da ACB- Associação Conexão Bike de Feira de Santana. “Desde os 12 anos que eu pedalo, hoje é uma paixão e acredito que cada vez mais a bicicleta vai fazer parte da rotina das pessoas, que a buscam não só para pedalar esportivamente, mas o dia a dia mesmo: o trabalhador informal, o estudante, a doméstica, ou seja, todo aquele que usa a bicicleta é um cliclista”, afirma.

Matos acredita que a prática tem quebrado alguns estigmas e cada vez mais tem unido as pessoas. “Antigamente muita gente achava que só quem tinha bicicleta eram as pessoas pobres que não tinham condição de comprar um carro ou uma moto. Mas isso tá mudando porque a bike ela une as pessoas mesmo independente de seguimento profissional, ou condição social por conta dos diversos benefícios que ela traz”, comenta.

REFLEXOS

O dirigente diz que não se tem números exatos, porém hoje em Feira de Santana aproximadamente 50 mil pessoas estão pedalando. “Para se ter uma ideia, um dos grupos de ciclismo existente na cidade, o Lobo Guará, fez um levantamento a cerca de 2 anos e se tinha cerca de 70 grupos de bike. Hoje, esse número chega seguramente a 200 grupos. Se consideramos os esportistas e aqueles que ainda usam bicicleta para trabalhar vamos chegar a esse número de ciclistas aproximadamente”, garante Matos.

Esta quantidade de pessoas pedalando vem criando uma economia especifica para o Ciclismo em Feira de Santana. “Você tem hoje: lojas no seguimento de bikes, comércio de assessórios e peças, oficinas especializadas e até mesmo personal-trainer para bike. Olha quantas coisas? Quantos empregos gerados? E isso também é revertido em impostos para a cidade, ou seja, hoje existem demandas especificas para este público e a prova disso é que faço parte do Grupo de Trabalho que atua junto à Prefeitura de Feira”, afirma Matos.  

Outro grande reflexo da prática é a quantidade de competições que contam com participação de feirenses. “Na semana passada, mesmo tivemos uma competição em Camaçari com diversas categorias e em pelo menos cinco, nos podiuns tiveram feirenses. Nós temos aqui competições para todas as idades, temos trabalhos específicos de grupos de bike com crianças que nem sabem andar direito na bike. É um esporte democrático porque hoje temos atletas com mais 70 anos pedalando”, diz Eli Matos.

A democracia também existe no preço das bikes. “Acredito que com R$ 1,5 mil se compra uma bike que dá para fazer muitas coisas. Muitos podem até achar caro, mas eu não acho porque o cidadão pode dar mais do que isso num smartphone e por que não dar esse valor numa bicicleta? Se a pessoa tem vontade, se esforçar, logo estará pedalando”, garante Matos.


DEMANDAS

Eli Matos diz que a principal demanda dos ciclistas hoje é o aumento da malha ciclística em Feira de Santana. “Hoje temos aproximadamente 30 quilômetros de ciclovia, o que é pouco porque por exemplo, Aracaju/SE que tem uma população mais ou menos como a nossa, tem 100 quilômetros de ciclovia. Salvador tem 300, o que facilita ainda mais a prática do ciclismo. Aqui, ainda temos que dividir espaço com os carros nas avenidas, o risco de acidentes é grande e isso inibe muita gente para a prática”, salienta

Mesmo diante da dificuldade, o dirigente reconhece que o Governo tem buscado fazer a sua parte. “Hoje contamos com o apoio da SMT, principalmente na questão de conscientização dos motoristas e a gente tem também a missão de chamar a atenção para que todos leiam o Código de Trânsito para terem consciência dos seus limites. Ainda sim é grande o desrespeito dos motoristas, porém a nossa missão é buscar administrar tudo isso e manter a prática”, afirma Matos.

Mesmo diante das dificuldades Eli Matos aposta em um futuro bom para o esporte em Feira de Santana. “A gente hoje vê a quantidade de pessoas que estão buscando como meio para cuidar da saúde, vencer problemas como stress, ansiedade, depressão, obesidade dentre outros e isso desperta uma paixão. Hoje as pessoas conhecem as peças da bicicleta, se interessam em acompanhar competições, dentre outras coisas que me fazem realmente acreditar que o futuro será muito bom para o ciclismo na cidade”, comentou.

Por Cristiano Alves com informações de Miro Nascimento

Foto – Pedala Feira

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