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CLUBES DO INTERIOR NA “CRISTA DA ONDA” AINDA CAUSAM ILUSÃO DE ÓTICA

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Por Cristiano Alves

Com a dupla BaVi a “meio-pau” no Campeonato Baiano, as chances são grandes no sentido de se ter uma semifinal somente com equipes interioranas. Para os ufanistas de plantão é um prato cheio no sentido de se vender a ideia de que finalmente o futebol do interior está evoluindo, porém é necessário se ver as entrelinhas do contexto para começar a se vislumbrar o futuro. No momento, a realidade é que isto nada mais é do que pura ilusão de ótica.

É fato que cada vez mais por trás das agremiações estão projetos grandiosos e que na realidade precisam de uma sequência em termos de investimento. Outro fato é que para desencadear o seguimento precisam de um “empurrão”, ou seja, precisam de resultados concretos para desenrolar outras situações. O que dá para concluir é que os clubes ´precisam ainda andar na corda-bamba para manterem projetos. Esse tipo de situação já se tornou comum no futebol da Bahia e se teria diversos exemplos, entretanto dois ilustram bem a situação: em 2006, de forma brilhante o Colo-Colo foi campeão e no ano seguinte estava disputando rebaixamento. A conquista valorizou seu elenco e naquela época para segurar a estrutura de jogadores e comissão técnica se fazia necessário ter muito dinheiro, coisa que não se conseguiu porque não houve a devida organização, o planejamento e mais uma vez a sazonalidade imperava no futebol baiano, com o Tigre se transformando em um verdadeiro “Cavalo de Tróia”, que é bonito por fora e oco por dentro. Nunca mais a equipe foi a mesma: caiu, voltou, caiu de novo voltou e não teve condições de se sustentar. Há mais de quatro anos tenta voltar à elite e agora mais uma vez, outra tentativa de retorno.

Outro exemplo foi o Bahia de Feira, campeão em 2011 e mesmo o time tendo dinheiro não segurou a estrutura. É bem verdade que se partiu para a concretização da parte física com estádio construído, CT, mas em termos de futebol desde o título de 2011, a grande campanha foi em 2019, quando o time conquistou o vice-campeonato baiano. Ainda hoje a questão de patrocínios, além de receitas obtidas com a venda dos direitos de transmissão das competições influi muito no orçamento das equipes. Se em equipes de maior porte pesa a questão dos rendimentos financeiros, imagine em uma agremiação do interior?

Clubes que contam com as suas administrações “fechadas” ainda causam retração no contexto esportivo e muitos deles estão de pé por conta dos seus próprios recursos. Se participam de competições que lhe rendam algo do ponto de vista financeiro, tudo bem e quando isso não acontece? Aí a coisa complica.

Até pouco tempo atrás, quem ouvia as entrevistas do deputado Roberto Carlos, presidente da Juazeirense, ouvia lamentos e inclusive ameaças dele abrir mão dos planos caso situações como a Copa do Brasil – hoje a “galinha dos ovos de ouro” de muitos times – não se concretizasse. O Bahia de Feira que através dos dirigentes ameaçou não disputar a Série D para tentar recuperar o “fôlego” financeiro do ano anterior. O Atlético de Alagoinhas é outro exemplo contraditório de time que está na “crista da onda”, mas que passa por problemas financeiros.

A conclusão que se tem diante dessas situações é de que os clubes do interior ainda precisam amadurecer muito. Ter dinheiro e estrutura, não é tudo: alguns times “fechados” ainda centralizam as ações em seus donos, situação complicada porque nem sempre quem tem o dinheiro tem tempo e condições de estar no mercado pesquisando e principalmente se atualizando em relação a treinadores, jogadores e cada vez mais é necessária a presença de pessoas com dedicação exclusiva a estes projetos porque da forma que está os gestores conciliam o futebol com outras atividades. Se os bons resultados acontecem, tudo bem. Mas e se a bola não entra?   

É preciso se estabelecer metas, objetivos e trabalhar em cima disso, planejando se preparando buscando a evolução em todos os setores inclusive no diretivo. Da forma como as coisas acontecem atualmente, os clubes que têm projetos, estão construindo em cima da areia e não da rocha. Os ventos são resultados em campo, que ainda no presente momento podem fazer desabar qualquer projeto.

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