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Projeto ajuda Basquete feirense a se manter como o melhor do interior baiano

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A cidade de Feira de Santana é conhecida no esporte por ter revelado talentos para várias modalidades esportivas e nesse particular, o Basquete ao longo dos anos se consolidou como o mais forte do interior baiano. A prova disso é que feirenses ainda são convocados para servirem a Seleção Brasileira, motivo suficiente para que mesmo diante das dificuldades o veterano atleta, Emerson Oliveira, 55 anos, criasse o projeto Cesta Solidária para dar sequência à revelação de novos talentos para a prática esportiva.

Mesmo sendo feirense de nascimento, Emerson conta que ainda criança se mudou com a família para Brasília/DF e aos 13 anos teve a oportunidade de ingressar em uma escolinha de Basquete. “Lá eu conheci nada mais, nada menos do que Joaquim Cruz, que ficou marcado pela sua performance no Atletismo, mas lá ele jogava basquete e muito bem por sinal. Só para contar, em uma partida que vencemos por 64 x 62, ele marcou 62 pontos e o meu irmão, os outros dois. Tínhamos um grande time e os atletas que se destacaram foram para São Paulo jogar lá”, conta.

Depois de passagens por times de São Paulo, Emerson por questões familiares retornou a Feira de Santana em 1990 e quando voltou encontrou times bem estruturados de Basquete. “Alí eu comecei a constatar que Feira de Santana tem o melhor Basquete do interior da Bahia. Se tinha equipes fortes no Feira Tênis Clube e no Clube de Campo Cajueiro. Eram disputas acirradas e grandes jogadores eram revelados. Nos Jogos Abertos do Interior tínhamos participações de excelência, foi um tempo muito bom”, recorda.

Entretanto com a decadência dos clubes sociais que serviam de suporte para a prática do Basquete, a situação começou a se complicar, principalmente pela ausência de patrocínios e a falta de um trabalho de base para a revelação de novos talentos para “oxigenar” a modalidade que seguia sendo praticada. A realidade do esporte seguia inalterada até a criação do projeto Cesta Solidária, criado por Emerson Oliveira, onde jovens vão aprender a jogar Basquete em aulas, ministradas no ginásio do Colégio Municipal Joselito Amorim. “Assim como no passado, Feira de Santana continua sendo um ‘celeiro’ de talentos. Tem muito menino bom, mas que não tem oportunidade e a gente proporciona isso, através do nosso projeto que inclusive já revelou alguns talentos, hoje engajados em times fora da Bahia. A ideia é justamente passar um pouco do conhecimento que adquiri ao longo dos anos e ajudar a formar atletas”, explica Emerson.

O retorno, de acordo com o coordenador do projeto, é o melhor possível. “Só para se ter uma ideia, certa vez um garoto parou por um acaso no nosso treino tentando se esconder de uns caras que queriam que ele se tornasse um ‘avião’ no tráfico de drogas e o esporte que seria um disfarce se tornou realidade na vida dele que passou a treinar e se tornou um atleta. Ele me disse que o projeto o salvou da morte e dois irmãos dele já haviam morrido por conta do tráfico de drogas. Fiquei emocionado com aquilo e convicto de que estava no caminho certo”, disse Emerson.

REFLEXO

Emerson Oliveira busca passar seus conhecimentos para os jovens iniciantes no Basquete

Emerson Oliveira conta que o Basquete de excelência praticado em Feira ainda traz bons reflexos. “Temos profissionais que atuam em vários seguimentos, mas não deixaram de ser atletas e ainda batem uma bola boa, inclusive participando de competições. Para se ter uma ideia temos quatro veteranos que integram a Seleção Baiana e constantemente são convocados para a Seleção Brasileira, numa prova de que o nosso Basquete é bom”, afirma.

O projeto Cesta Solidária ajuda a manter viva a prática do Basquete em Feira de Santana, mas as atividades tiveram que ser paralisadas por conta da pandemia e todos os espaços esportivos na cidade para o amadorismo foram fechados. “Todos estão sentindo falta: os alunos, os pais e muitos que me ligam ou me encontram na rua repetem a mesma pergunta ‘professor, quando o Basquete volta?’. É uma prova de que realmente o projeto está consolidado e traz este suporte para a prática na cidade. O que esperamos é que as autoridades liberem logo os espaços esportivos. Tanta coisa já foi liberada e por que não se liberar as quadras esportivas? Vamos seguir torcendo para o breve retorno do nosso trabalho, que mesmo com dificuldades é uma coisa prazerosa de fazer”, declarou Emerson Oliveira.

Por Cristiano Alves

Fotos – Divulgação

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